Já vou menos vezes às pistas. Só mesmo quando indispensável. Os anos pesam mais e outras situações também não ajudam.
Mas, sempre que é preciso, lá vou. É daqueles laços que criamos que dificilmente conseguimos quebrar. São os amigos, os locais, as gentes, a festa do desporto.
Neste fim de semana lá fomos até Vendas Novas. Em pleno Alentejo, uma terra calma, simpática, de onde já guardava boas recordações de outras idas.
Realizava-se ali a Final Nacional do MegaSpriter, prova final do calendário do Desporto Escolar. Uma prova diferente, com atletas de palmo e meio, vindos de todo o país, depois de terem passado as várias fases de selecção. Com eles, trazem as famílias e, por vezes, os amigos, os colegas.
Para mim é uma prova engraçada, cheia de vida, cheia de cor, com muito movimento. Um horário de partidas apertado com muitas provas consecutivas que me põem os nervos à prova. Desejamos que nada falhe e que o equipamento nos permita uma leitura rápida dos tempos dos atletas. No meu "gabinete" sob a pista, montado numa tenda do desporto escolar, lá eu seguia com o olhar toda a evolução das equipas que iam chegando à linha de partida e se posicionavam. O rádio intercomunicador sempre numa mão para dar a informação do sistema pronto e, na outra mão, o controle manual de registo de imagens.
À minha voz de "sistema pronto!", o juíz de partida posicionava-se para dar o tiro de partida. Depois, era ver os pequenos atletas a dar tudo por tudo para chegarem em primeiro. As alegrias de quem chegava em primeiro e a tristeza de quem não ganhava. Nalguns casos mesmo, esse desespero manifestava-se de forma menos própria. O desporto ensina que há que saber perder e saber ganhar. Mas havia quem não aceitasse a derrota. Mal cruzavam a linha de chegada, depois de uma corrida de cerca de 7 segundos, eu colava-me ao ecrã do computador para fazer a leitura exacta dos tempos e de imediato, fazer sair os resultados. E logo, sem perder tempo, preparar o sistema para nova prova e dar a voz de "sistema pronto!" Isto em séries consecutivas.
Para muitos alunos, o primeiro contacto com o desporto mais a sério e, o facto de terem cronometragem automática desperta-lhes mais curiosidade. Querem ver a prova, querem ver-se na imagem o que nem sempre é fácil de satisfazer com a intensidade de provas e, portanto, com a impossibilidade de estar a abrir e fechar prova para eles verem. Mas, quando se pode... ficam felizes.
A pernoita, no Hotel da Ameira, junto a Montemor. Foi uma noite curta, de apenas 5 horas que nem deu para apreciar a beleza do cenário em que estava inserido. E, no fim, no regresso, o habitual almoço de grupo, este, no Restaurante "O Pastor" em Vendas Novas.
Aqui ficam as "recordações", as possíveis...
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